Wednesday, September 26, 2007

Karate Desportivo Versus Karate Tradicional ou Karate desportivo e Karate Tradicional?

Parece que não tenho mais assunto, pois estou sempre a "bater na mesma tecla", contudo, este é um dilema, digamos assim de todo aquele pratica com seriedade esta arte (ou desporto?). Serão inimigas estas duas vertentes? Penso que não. Podem perfeitamente coexistir, sem "choques" ou dúvidas existenciais. Na minha modesta opinião, nos nossos dojos devemos ensinar o karate que aprendemos dos nossos mestres. As nossas aulas não têm só praticantes com a competição nos seus horizontes. Aparecem pessoas com as mais diversas motivações e, nós instrutores temos que dar resposta a quem nos procura. Mas também não podemos "cortar as pernas" a quem quer fazer Karate desportivo. Na semana passada, em conversa com o meu amigo Rui Diz, remeteu-me para um site na internet da escola de Karate Torres Baena, nas Canárias e para o facto de ali haver aulas segmentadas por idades, aulas de karate de competição e, imaginem de.....karate tradicional. Achei muito interessante , isto vai precisamente ao encontro do que eu defendo. A base é importante pois o karate desportivo não dura toda a vida e é bom podermos treinar com 50, 60 ou 70 anos, sempre com o mesmo prazer.
Voltarei ao tema, mas não hoje pois já estou atrasado para a reunião de encarregados de educação.
Ponho-me a falar de Karate e depois dá nisto....!

Monday, September 10, 2007

Alma e garra



Regresso às minhas postagens falando não sobre karate mas sim sobre râguebi. Sim! Leram bem, râguebi! E isto porque, provavelmente terá passado ao lado de muita gente o extraordinário apuramento da nossa representação nacional para o Campeonato do mundo da modalidade, tornando-se na primeira equipa amadora a conseguir semelhante feito. Só por isto, estes rapazes já mereciam a minha admiração e respeito, mas ao vê-los ontem, dia 9 de Setembro, em Saint-Etienne, contra uma das potências mundiais, sem medos, sem complexos, jogando de igual para igual com uma garra e uma alma que transparecia até pelo pequeno écran da tv, pulei e vibrei como se eu próprio estivesse em campo. Senti-me emocionado ao vê-los a cantar o hino e orgulhoso de ser português, mesmo encaixando 56 pontos contra 10. São exemplos destes que devemos seguir e incentivar os nossos alunos a seguir. Ontem, vi uma equipa de craques (e com cada guarda-fatos com pernas!!!) escoceses, contra advogados, médicos, publicitários e... não vi maior determinação nos primeiros, apesar do seu profissionalismo e dedicação exclusiva à modalidade. Tenho no entanto muita pena que, em Portugal, à excepção do futebol (e eu até sou um amante da modalidade), muitas modalidades vivem de exemplos de gente como esta que se dedica de alma e coração por um objectivo, apesar de ter de trabalhar noutras coisas para ganhar o seu pão. Por vezes penso que este país não merece alguns dos seus grandes portugueses. Provavelmente haverá mais gente em sessões de autógrafos de actores dos "Morangos com açucar" do que no aeroporto a receber estes bravos "lobos". Mas é o país que temos, não é?

Uma nova época desportiva começou e eu faço votos que nos traga muitas alegrias. Esperemos que o trabalho desenvolvido pelos técnicos nacionais.